terça-feira, 9 de junho de 2015

PSICOTERAPIA INFANTIL: quando e por que fazer?

A concepção de infância como uma fase do desenvolvimento, com características e necessidades específicas, nem sempre existiu. Por muito tempo as crianças foram tidas como “adultos em miniatura”. Deveriam trabalhar, se portar e arcar com as responsabilidades do mundo adulto. Desta forma, as suas necessidades físicas, psicológicas, sociais e afetivas não eram consideradas.
 Hoje, sabemos que as crianças precisam de cuidados especiais para se desenvolverem. Estímulo, afeto e limite fazem parte das responsabilidades de quem cuida, mas o modo como a criança percebe e interage com o meio pode ser influenciado por vários fatores. Os acontecimentos da vida adulta, como o trabalho, as crises financeiras, os conflitos familiares, separação entre os pais, mudanças, entre outros, podem afetar as crianças de modo peculiar — o que requer especial atenção.





Alguns comportamentos podem indicar que a criança precisa de ajuda, como:
· Agressividade
· Impulsividade
· Apatia / desinteresse                               
· Enurese noturna
· Mentiras, manias e tiques
· Dores (na barriga ou cabeça, por exemplo) sem causa física
· Medos, fobias e evitações 
· Pesadelos recorrentes

Na fase escolar podem surgir dificuldades de:
· Memória
· Concentração
· Aprendizagem
· Comportamento
· Socialização

Uma investigação cuidadosa e um manejo adequado podem melhorar o rendimento escolar da criança e auxiliar no desenvolvimento de suas potencialidades. Por isso, pais, professores e aqueles que convivem com crianças devem estar atentos a estes e outros “sinais” que elas comunicam como “pedido de ajuda”.
O psicólogo é o profissional apto a investigar este pedido. Sua intervenção é pautada em procedimentos de psicodiagnóstico, que avaliam, através de entrevistas e testes psicológicos, as condições da criança e a melhor orientação para cada caso.
O espaço terapêutico favorece, através do brincar, a expressão do mundo interno da criança e a elaboração de seus conflitos. E, em todo o processo, a participação dos pais/responsáveis é fundamental para a evolução da criança.

Bruna Andressa da Silva
Psicóloga - CRP: 06/123261
Contato: (11) 96474-6386
brunandsilva@gmail.com


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